Caro papel
Por muito que lhe rogue
Não serei digna
De deslizar por estas lindas folhas,
Em busca de asilo
às minhas preces.
Sou escrava aos meus pensamentos
Fiel as tuas regras
E obediente aos teus pedidos
Queria puder entregar-me
A frases mais longas
A frases mais claras.
Mas falta-me coragem
Desejo e vontade
De demonstrar ao mundo,
O quão lindas
São as palavras
Que te peço para guardar.
Não sei se saberei
Exprimir o que paira
Em meu ser.
Tenho muito por dizer.
Mas falta-me algo.
Falta-me uma sombra,
Quem sabe,
Que me oiça
Enquanto escrevo.
Já não sei
Como retirar esta lava
Sem incendiar
Estas belas folhas...
19h 34’
10.09.2004
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