sábado, 20 de fevereiro de 2010




"um poema para oa amores dos outros...que o meu amor não o quer ler"

De olhos fechados

como poderei te achar em meu leito
em meus sonhos, em meus pensamentos...
Como posso dormir assim?
Se mal fecho os olhos
E te encontro em meus arquivos,
Escondido entre os meus pensamentos
Ainda te sinto respirar bem fundo
Em meu ouvido
Dizendo o que mal quero ouvir
O que me devora por dentro...
Ainda sinto
Tua mão rija
Encaixada a minha
Percorrendo as curvas
Que me completam...

Ai
E o silêncio
O escuro
A falta de privacidade
Tudo para contrariar...
...
se foi magia não sei dizer,
jamais saberei dizer...
pois pouco foi o que sobrou,
o que nos pareceu real
o que me uniu a ti
o que me selou a ti...

02h 12’
14.10.2007

2 comentários:

  1. Gostava de dizer tudo o que sinto em cada curva do seu poema, a dor, o silêncio, o escuro e a escravidão de não poder ter a mão rija encaixada nas curvas que te completam.
    Gostava também de te contar o sabor amargo da rejeição e da contrariedade...
    ah, se é magia, não sei...
    sei que me uni a si em meu pensamento
    e se quiseres saber o que me assola,
    diga quanta dor vai em cada verso da minha poesia...

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